terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A inteligência do casamento

A inteligência do casamento
Artigo de André Soares - 18/09/2010.
 
Casamentos não "dão certo", nem mesmo por amor.
Somente quem repousar um olhar crítico sobre a realidade verá isso.
Casamentos nunca “deram certo”, embora sempre há quem insista em se iludir que o seu será diferente, comprovando, assim, essa máxima em sua própria vida.
Antes, porém, que os discordantes precipitados “engatilhem suas armas” afirmando a existência de inúmeros casamentos felizes (referindo-se, provavelmente, aos seus), vale dizer que não se está negando a existência desses casamentos. Até porque casamentos que não “dão certo” podem ser felizes, uma vez que cada um entende a sua felicidade como quiser. Todavia, a eventual felicidade de um casamento não altera o fato de que eles não “dão certo”.
É importante destacar, também, que não se cometerá aqui a hipocrisia e a estupidez de:
  1. Alimentar o auto-engano dos mal-sucedidos no casamento que insistem em continuar errando;
  2.  Fazer apologia contra o casamento; porque se é verdade que casamentos não “dão certo”, também é verdadeiro que casamentos são inevitáveis.
Onde está o problema?
É exatamente aí que as pessoas erram novamente, pois não há problema algum com o casamento em si, o qual está cada vez mais cumprindo rigorosamente o seu propósito de “não dar certo”.
O problema está exclusivamente nas pessoas, que sempre insistem em contrariar esse fato, agravando seus próprios problemas.
Por que?
Porque homens e mulheres não sabem se casar.
Quer ver?
Inicialmente, homens e mulheres partem para o casamento (o primeiro), completamente enganados quanto ao que o casamento é de fato e, portanto, despreparados.
Resultado:
Estrondoso fracasso, que está estampado nas estatísticas oficiais sobre separações e divórcios e no próprio cotidiano, onde se verifica a olhos vistos que os casais separados são cada vez mais a regra que a exceção, corroborando a afirmação anterior.
O que acontece depois?
Mesmo tendo sido mal-sucedidos(as), homens e mulheres (separados do primeiro casamento) partem para um segundo.
Então, o erro se agrava, pois alegam estar mais “experientes” para um segundo casamento, pela “experiência” do primeiro.
Ledo engano!
Estão ainda mais despreparados, pois a outra verdade inconveniente é que homens e mulheres separados num primeiro casamento efetivamente fracassaram. Então, o que eles realmente têm é a experiência do fracasso, não a experiência do sucesso que é a verdadeira e legítima experiência do casamento, que ex-casados evidentemente não alcançaram.
Portanto, ex-casados que partem para um segundo casamento estão exponenciando as probabilidades de novo fracasso porque, em verdade, se trata de pessoas que estão repetindo um empreendimento no qual já demonstraram não terem a devida competência.
Se ainda discordar, então responda:
Você contrataria um profissional reconhecidamente mal-sucedido? Porque uma pessoa de bom senso certamente não o faria.
Então, porque casar-se com uma pessoa reconhecidamente mal-sucedida no casamento?
Essa situação é ainda agravada se os dois cônjuges são ex-casados, pois nesse caso, o novo casamento nasce sob a influência do insucesso, não de um, mas dos dois.
Para piorar e comprometer ainda mais as pífias chances de um futuro bem-sucedido desse novo casamento, o mesmo está originalmente condenado a herdar o triste legado de problemas dos casamentos anteriores de seus cônjuges.
Nesse mister, vale destacar a sabedoria bem-humorada de Luis Fernando Veríssimo sobre esse assunto, em seu artigo intitulado “a segunda”; referindo-se à segunda esposa (embora também valha para “o segundo” marido).
Nele, o ilustre escritor comenta que “...os homens são tão despreparados para o primeiro casamento, que se casam achando que sabem escolher uma mulher, quando ainda nem sabem escolher uma gravata...”.
E o que dizer, então, dos que partem para o terceiro, quarto... casamento?
Quem quiser, que então veja o que diz o grande “Veríssimo”.
Portanto, homens e mulheres muito têm o que reaprender sobre o casamento, que é uma das decisões mais importantes em suas vidas e principalmente porque, como foi comentado anteriormente, são inevitáveis; pois, já dizia Sócrates, desde a antiguidade:
“De qualquer das maneiras casa-te. Se arranjares uma boa mulher, serás feliz. Se arranjares má esposa, tornar-te-ás um filósofo.”
Todavia, há também uma antiga máxima, cuja sabedoria é especialmente válida para a reflexão daqueles que pretendam se aventurar no casamento:
“Antes só, do que mal acompanhado(a)”.

O "pecado" mortal da Inteligência

O "pecado" mortal da Inteligência
Artigo de André Soares - 15/08/2010.
  A Inteligência de Estado é o instrumento mais poderoso do estado constituído, por meio do qual o Estado pode absolutamente tudo (até o que ‘não pode’). É exatamente por isso que ela é apanágio apenas dos nobres. Caso contrário, desmorona. Sempre desmorona.

“Nós ganhamos a guerra da revolução e perdemos a guerra da comunicação” é o ‘mea culpa’ veladamente assumido pelas mais nobres autoridades da Inteligência do Brasil. Todavia, a atual reincidência dos graves erros cometidos no nosso passado recente revela que esse crucial aprendizado não se consolidou, confirmando a infelicidade que vive a Inteligência nacional, pois “se errar é humano, persistir no erro é burrice”.

Este é o resultado do diletantismo irresponsável que predomina nessa atividade no país, a qual ainda está vitimada pelo único “pecado” mortal da Inteligência de Estado - a ingenuidade.

A Ingenuidade é o “pecado” mortal de acreditar em mentiras, quaisquer que elas sejam. Assim, nossa Inteligência está infestada de “pecadores”, responsáveis por conduzir o país ao sofrimento de sua maior e pior crise institucional de Inteligência de sua história.

Com isso, estamos à mercê da ação dos serviços de inteligência estrangeiros, do crime organizado e da corrupção, enquanto esses “pecadores” incautos fogem do ‘bom combate’, se escondendo na covardia de acreditar nas mentiras proferidas pelos próprios inimigos que deveriam combater.

Uma sociedade com uma 'Inteligência' assim não precisa de inimigos.

Se a Inteligência de Estado, em nome do Estado, pode absolutamente tudo; o que ela não pode é estar confiada aos ineptos, covardes e “pecadores”.

A Crise da Inteligência

A Crise da Inteligência 
Artigo de André Soares, publicado no jornal Estado de Minas – 04/05/09.


Quando um Presidente da República, diante de graves ameaças e vulnerabilidades ao Estado democrático e à sociedade, determina a apuração rigorosa de sérias irregularidades, bem como o afastamento imediato do Diretor-Geral, do Diretor-Geral Adjunto e do Diretor de Contra-Inteligência, do principal Serviço Federal de Inteligência Nacional; trata-se, indubitavelmente, de uma situação gravíssima.
O Brasil vive, atualmente, a maior e pior crise institucional de inteligência da sua história. As apurações realizadas pela chamada CPI dos Grampos ( relatório CPI - clique aqui) e as conclusões apontadas no relatório do inquérito da Polícia Federal ( inquérito PF - clique aqui) sobre as ações patrocinadas pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), em sua participação na operação Satiagraha, comprovam não apenas o cometimento de práticas deletérias denominadas de “ações paralegais” pelo presidente da CPI, como revelam o total descontrole do Estado Brasileiro sobre a ABIN.
A ABIN, em apenas nove anos de sua existência, caracteriza-se por uma sucessão de escândalos e crises institucionais de âmbito nacional e internacional, cujas sérias conseqüências já implicaram, neste curto período, a nomeação e exoneração de cinco Diretores-Gerais; estando, agora, a sociedade brasileira a assistir a nomeação do sexto Diretor-Geral da ABIN, em menos de dez anos da sua criação.
O alcance da atual crise de inteligência assume proporções mais alarmantes em nível nacional porquanto a ABIN é também o órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN); cuja interação com uma miríade de agências de inteligência nacionais é realizada a pretexto de uma “cooperação sigilosa de troca de informações”, que as investigações da Polícia Federal revelaram ocorrer de forma oficiosa e clandestina.
Um festival de ilegalidades e mentiras é o que se apurou sobre a participação da ABIN na operação Satiagraha. Constatou-se a atuação ilegítima de quase uma centena de agentes, muitos dos quais completamente despreparados, com emprego de material e recursos financeiros, aquiescida pelo seu Diretor-Geral que, perante a CPI dos Grampos, afirmou o contrário. Diversos dirigentes foram desmascarados em suas inverdades, como o Diretor de Contra-Inteligência e o Chefe de Operações da Superintendência do RJ. Foi descoberta a introdução clandestina de agentes, dentro das instalações do serviço de inteligência da Polícia Federal, utilizando-se de senhas de terceiros para acessar interceptações telefônicas sigilosas, protegidas pelo sistema “Gardião”.
Este é o quadro que está minuciosamente detalhado no relatório do inquérito da Polícia Federal, confirmado por irrefutáveis elementos de autoria e materialidade, inclusive com o envolvimento da Diretoria de Operações de Inteligência - setor mais sigiloso e sensível da ABIN – cujo próprio Diretor teve participação pessoal em ações que estão diretamente vinculadas ao vazamento de informações sigilosas.
Diante dessa grave conjuntura, mais importante que a nomeação do próximo ex-diretor da ABIN é o real enfrentamento das verdadeiras origens dessa problemática e o combate aos verdadeiros inimigos do estado. O ensejo da elaboração da nova Política Nacional de Inteligência, determinada pelo Presidente da República, é a excelente oportunidade para a sociedade brasileira enfrentar a premência de intervenções cirúrgicas urgentes na estruturação da Inteligência de Estado do país, notadamente na ABIN, cuja “enfermidade” já ameaça a “saúde” dos Poderes da República.
Esta missão extrapola as atribuições do Poder Executivo Federal, requerendo o concurso de toda a estrutura estatal, especialmente da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional (CCAI), do Poder Judiciário, do Ministério Público Federal, dos Ministérios Públicos Estaduais, do Tribunal de Contas da União, dos Tribunais de Contas dos Estados, do Poder Legislativo, da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Poder Executivo, e da Secretaria de Controle Interno da Presidência da República (CISET).  
Parafraseando uma citação supostamente atribuída ao General Goubery do Couto e Silva, que teria afirmado “não imaginar o monstro que havia criado”, ao se referir ao extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), do qual foi um dos principais idealizadores; esta afirmação revela-se mais aplicável a ABIN do que supomos. A degeneração dessa instituição, nascida no contexto democrático, vem sendo a olhos vistos demonstrada, seja pelo recurso a métodos ilegais de investigação, seja pelo desvio de sua finalidade institucional. Tal estado de coisas coloca em risco o fim maior a que se destina o órgão máximo da inteligência de estado no país, e, porque não dizer, o próprio país.
Ou abre-se um debate público sobre essa questão ou a história nos cobrará um alto preço por  nossa omissão.

Quem você é?

Quem você é?
Artigo de André Soares - 05/07/2010
Uma passagem filosófica relata a história de um sábio que passeava por um bosque e, cansado, recostou-se ao pé de uma árvore. E adormeceu. E, dormindo, sonhou que era uma libélula que passeava por um bosque e, cansada, recostou-se ao pé de uma árvore. E adormeceu. E, dormindo, sonhou que era um sábio que passeava por um bosque e, cansado, recostou-se ao pé de uma árvore. E adormeceu. E, enfim, acordou. A partir de então, ele nunca mais soube dizer se estava acordado, ou sonhando; e se era um sábio que havia sonhado que era uma libélula, ou se era uma libélula que havia sonhado que era um sábio.

Nem semântica, nem brincadeira, nem charada. Simplesmente, a essência do raciocínio. Se o homem se vangloria de ser um animal racional, o que lhe garante que você é quem você pensa que é? Você pode ser, sim, uma libélula, ou qualquer outra coisa, que está sonhando que você é quem pensa que é.
Confuso, não?
Mas, é interessante (até impressionante) como todos entendem isso!

Sabe por que?

Porque todos sabemos que sonhamos e, por isso, conhecemos pelo menos três fenômenos dos quais somos vítimas; pois há momentos em que estamos sonhando e sabemos que estamos sonhando; há momentos em que só sabemos que estávamos sonhando porque “acordamos” (caso contrário, não saberíamos); e há outros em que não sabemos se o que imaginamos é sonho, ou realidade.

Aliás, qual a diferença “real” entre sonho e realidade?

Seja lá o que você for, resta-lhe investigar a resposta, ou estar condenado à eterna dúvida de não saber se está sonhando que está vivendo, ou se a sua vida não passa de um grande sonho, ou pesadelo.

"Si vis pacem, para bellum” - II

"Si vis pacem, para bellum” - II
Artigo de André Soares - 11/11/2010.

Uma mensagem filosófica conta a história de uma pessoa que pediu a um sábio que lhe transmitisse um grande ensinamento de vida. O sábio lhe entregou duas mensagens lacradas, dizendo-lhe laconicamente que somente as abrisse no pior e no melhor momento de sua vida, respectivamente. A pessoa retirou-se deveras decepcionada com o silêncio do tal sábio e seguiu o seu caminho. Muito tempo depois, sua vida transformou-se num turbilhão de infortúnios, caindo em desgraça. Desesperada e perdida, sem ter a quem recorrer, essa pessoa lembrou-se, então, da sugestão oferecida pelo desacreditado sábio, resolvendo assim resgatar aquelas antigas mensagens, já esquecidas. Ao encontrá-las, abriu a primeira delas e a mensagem que ali estava dizia:

“Isso vai passar!”

Decepcionada mais uma vez, esperançosa que  estava de encontrar ali sua salvação milagrosa, ao mesmo tempo, essa pessoa teve o ímpeto desesperador contido, pela reflexão suscitada pela lacônica mensagem, incitando-a à coragem de suportar a dificuldade e a dor que vivia naquele momento. Assim, dia após dia, fortalecendo-se com a lembrança dessa mensagem, começou a reconstruir sua vida a partir do aprendizado que soube acumular com os próprios erros.

Desta forma, sua vida derivou-se gradativamente para um mar de alegrias e realizações. Algum tempo depois, feliz, extasiada e sentindo-se poderosa com o próprio sucesso que alcançou, a pessoa lembrou-se da sugestão oferecida pelo antigo sábio, a quem atribuía agora ter sido seu salvador. Resolveu, então, resgatar a antiga mensagem, também já esquecida. Ao encontrá-la e abrindo-a, leu o último ensinamento que dizia:

“Isso, também, vai passar!”

Que essa sabedoria sirva para iluminar a vida das pessoas que, a exemplo da sociedade brasileira, caminham às cegas na ilusão benfazeja do próprio destino; pois, da mesma forma, a sabedoria milenar nos ensina: “Si vis pacem, para bellum”, que significa: “Se queres a paz, prepara-te para a guerra” – pois ela sempre vem.

A estratégia da estratégia

A estratégia da estratégia
Artigo de André Soares - 10/11/2010.

“Ou você tem a sua estratégia própria, ou você faz parte da estratégia de alguém” é uma expressão de autoria do renomado futurista norte-americano Alvin Toffler que retrata com precisão a relação de dominação existente no mundo. Ter uma estratégia pessoal pode parecer meio sem sentido para muitos, mas trata-se da definição do propósito de vida e de como alcançá-lo. Você tem um propósito de vida, não tem? Porque se não tiver, muito provavelmente você já faz parte da estratégia alheia.
A verdade verdadeira é que a maioria equivocada das pessoas, por considerar que viver é o único e melhor propósito, passa a vida vivendo por viver. Porém, sendo este um propósito em si mesmo, os que adotam essa infeliz estratégia estão, na verdade, desperdiçando a própria vida. Que assim seja!
Contudo, a minoria que tem um propósito de vida e uma estratégia para alcançá-lo não está necessariamente em situação mais vantajosa, pois que garantia há que alcançará seus objetivos?
Assim, a realidade é que ter uma estratégia em si não tem grande importância porque até os que vivem por viver também a têm.
Voltamos então à estaca zero?
Sim, porque o simples fato de se ter uma estratégia, por mais elaborada que seja, não significa que se obterá o desejado êxito. E para provar isso basta olhar a realidade à sua volta e verificar que no mundo somente poucas são as estratégias vitoriosas.
Então, a grande pergunta é:
“O que as estratégias vitoriosas têm que as outras estratégias não têm?”
Resposta:
A “estratégia da estratégia”.
Significa que para se ter uma estratégia exitosa é necessário, evidentemente, ter uma estratégia para isso.
Confuso?
Nem tanto, porque todos imaginam haver algo, um diferencial, que conduz ao êxito, que as estratégias bem-sucedidas têm.
E há.
Para compreender, analise as estratégias de renomados personagens da história e identifique o que elas têm em comum, sob o ponto de vista estratégico, evidentemente. Uma indicação muito sugestiva é observar que a maioria dos que se tornaram bem-sucedidos elaborou sua estratégia de forma diversa e por vezes até diametralmente oposta a tudo e todos, muitas vezes contrariando o próprio consenso de sua época. Malucos? Foi o que todos pensaram. Em decorrência disso, muitos foram ridicularizados, hostilizados e até mortos. Evidentemente que, posteriormente, ao demonstrarem à humanidade todo seu acerto e conseqüente êxito, passaram a ser reconhecidos como grandes celebridades, muitos dos quais “post mortem”, infelizmente.
Ao contrário do que muitos possam supor, essas pessoas não chegaram onde chegaram por pura sorte, ou pela ação de forças ocultas. Esses vitoriosos não navegaram na escuridão, nem perambularam pela vida, aleatoriamente. Eles navegavam sim, mas orientados por uma bússola diferente de todas as outras, que lhes dava a direção e rumo certos para o sucesso.
Você quer uma bússola dessas?
Então, aprenda o que eles aprenderam a fazer – ver o futuro.
É exatamente isso. O que na verdade foi o grande diferencial estratégico desses vitoriosos, foi a capacidade que tiveram de ver o futuro. E não se trata de uma visão sensitiva, divina, ou esotérica. Trata-se de uma visão de futuro racional e lógica. Ou seja, eles não vagaram perdidos procurando encontrar o sucesso, como faz a maioria das pessoas. Eles descobriram onde ele estava e o alcançaram antes de todos. Como fizeram? Simples – vendo o futuro.
Para exemplificar, citemos apenas um caso, por ser demais representativo e atual. Afinal, trata-se de um dos homens mais ricos do mundo – Bill Gates.
A biografia de Bill Gates revela que ele é possuidor de valorosos atributos pessoais, que são fundamentais e condição necessária, mas não suficiente, para a realização de grandes empreendimentos. Pois, o diferencial de Bill Gates que lhe permitiu a construção do seu império da Microsoft foi inegavelmente a sua estratégia de ver o futuro. E Bill Gates o viu mais de uma vez, certamente. Por exemplo, quando toda a comunidade científico-empresarial apostava no desenvolvimento de hardware, Bill Gates, ainda um jovem adolescente, apostou no desenvolvimento de software, ganhando rapidamente milhões de dólares. Posteriormente, novamente, quando toda a comunidade científico-empresarial apostava no desenvolvimento de computadores de grande porte, Bill Gates, muito tranquilamente, contrariou a todos, apostou no desenvolvimento de computadores pessoais e se tornou o homem mais rico do mundo.
Não é de surpreender que Bill Gates tenha conquistado o reconhecimento mundial como visionário, fazendo todas as suas conquistas parecerem muito fáceis.
Todavia, será que você pode ver o futuro, como Bill Gates e tantos outros conseguiram?
Poder, a princípio, pode.
Mas, você sabe como?
Então, saiba que sob o ponto de vista estratégico, a “estratégia da estratégia” pode ser resumida numa palavra – Informações.
Que informações?
Todas as que forem relevantes e pertinentes para o caso em questão. Mas, dentro desse universo, há um tipo de informação que representa a essência de “estratégia de estratégia”, e que obviamente, é de dificílima obtenção.
Trata-se da informação, crucial, relevante e pertinente, que todos querem, mas ninguém tem. E essa informação você terá que “descobrir”.
É graças à obtenção dessa informação “privilegiada” que permitiu a Bill Gates e a outros vitoriosos verem o futuro. Portanto, eles não adivinharam o futuro – eles já, antecipadamente, o conheciam.
Como fazer para obter essa informação “privilegiada”?
Bem, como foi dito anteriormente, essa expertise “privilegiada” você terá que “descobrir”, pois quem realmente a detém dificilmente irá te ensinar.

A "Inteligência da preguiça"

A "Inteligência da preguiça"
Artigo de André Soares - 18/11/2010.

A preguiça é uma virtude. Porém, como a imensa maioria das pessoas não sabe empregá-la, degenera-a em defeito. Na verdade, a preguiça é uma defesa, à semelhança do nosso sistema imunológico. Assim, se o sistema imunológico nos protege de organismos nocivos invasores, a preguiça nos protege preservando algo que temos de muito valioso - nossas energias.
Um excelente exemplo nacional sobre o emprego da “Inteligência da preguiça” é a sabedoria do povo baiano. Todavia, essa é uma virtude mal compreendida pela cultura popular, que considera a preguiça do povo baiano um defeito. Ledo engano! O baiano, ao contrário, é um povo virtuoso e, provavelmente, o mais ativo do mundo. E quem “pagar prá ver” perderá, pois o baiano é imbatível.
Duvida?
Então, responda:
Um atleta maratonista é preguiçoso?
Claro que não, dirão todos!
Ao contrário, raríssimas são as pessoas que conseguem correr uma prova de maratona, pois alguém que corre 42.195m é uma pessoa muito especial, possuidora de invejáveis atributos físicos e morais, como força, potência, resistência, tenacidade, persistência, coragem, determinação... e tantos outros.
Pois, o baiano é ainda muito mais - o baiano é um atleta do carnaval.
Você já “pulou carnaval”?
Quer competir com o baiano?
Só se for outro baiano, ou pessoal do nordeste; pois se no Brasil, que é o país do carnaval, essa festa dura 4 dias, no Nordeste e principalmente na Bahia dura o ano todo. Só no período da data oficial o carnaval dura semanas, ininterruptas, em que o povo baiano festeja diuturnamente, sem parar, com uma disposição física e mental incomparável. E o mais importante – “é só alegria!”
E você ainda acha que o baiano é preguiçoso?
A preguiça, empregada inteligentemente, é o nosso mecanismo natural que nos permite poupar energia para concentrá-la produtivamente somente no que é fundamental, crucial e prioritário em nossas vidas. Caso contrário, dispersaremos e desperdiçaremos nossa preciosa energia em outras atividades menos importantes e desnecessárias, tomados pela pressão social que nos impõe inúmeras tarefas, na qual a maioria das pessoas se deixa levar pela insanidade de querer fazer tudo - e isso é impossível. Pessoas assim sucumbem extenuadas, como um viajante perdido no deserto, caminhando em várias direções, sem chegar a lugar algum.
O maratonista e o baiano, diferentemente, sabem onde querem chegar, traçam seus objetivos e os alcançam, orientados pela “Inteligência da preguiça”, condição fundamental para o sucesso, por viabilizar a consecução de nossas potencialidades.
Qual o segredo da “Inteligência da preguiça”?
O segredo está na estratégia, e a estratégia é ter foco.
Ter foco é concentrar-se decisivamente em prioridades - apenas nas prioridades.
É isso o que o maratonista e o baiano fazem excepcionalmente, empregando a “Inteligência da preguiça”, que implica realizar com maestria duas ações fundamentais:
1.   Eleger suas prioridades. E prioridades só são prioridades se forem poucas.
2.   Concentrar suas energias exclusivamente nelas.
Portanto, se a vida é o bem maior que se pode ter, por outro lado, sendo ela finita, é evidentemente impossível a realização de tudo o que se quer. Contudo, é possível vivê-la com felicidade, realizando-se plenamente. Nesse sentido, a sabedoria da “Inteligência da preguiça” é um valioso ensinamento.
E os baianos estão de parabéns!

Prostituição e espionagem

Prostituição e espionagem
Artigo de André Soares - 22/12/2010

Uma unânime máxima auto-afirmativa da cultura da inteligência mundial, orgulhosamente proferida pela arrogante e obscura comunidade internacional, com indisfarçado sadismo, confidenciando a vaidade incontida pela prática de atividades marginais, é a afirmação de que as duas profissões mais antigas da humanidade são a prostituição e a espionagem.
Faz-se, portanto, necessária a manifestação da devida vênia, no sentido de se resgatar a verdade histórica. Pois, as profissões mais antigas da humanidade não são duas, são três – a prostituição, a espionagem e a religião. Suas semelhanças e afinidades são tantas que podem ser consideradas almas gêmeas, sendo indissociáveis e constituindo a melhor representação da história da humanidade.
Mais importante é saber que a genealogia da prostituição, espionagem e religião advém do âmago de espírito humano, eternamente escravo dos seus instrumentos afins – sexo, poder e dinheiro. Por essa razão, todos aqueles que as menosprezaram, desconsideraram, ou tentaram extirpá-las, pagaram sempre muito caro, porque a prostituição, a espionagem e a religião são fenômenos indestrutíveis, pois nada mais são que o retrato fiel do que o ser humano verdadeiramente é sem as quais a humanidade simplesmente deixa de existir.