segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Façamos o homem...

"Deus disse: façamos o homem a nossa imagem e semelhança" Gn 1,26

Aqui está a sublimidade da criação, o sentido de existirmos, sermos a "imagem e semelhança" do Deus criador, o Deus da vida. Deus não nos criou para o nada, nem para sermos mais uma criatura a existir no cosmo, para sustentarmos o seu ego criador mas, sim, para reinar-mos, para governar-mos este mundo"submetei os peixes do mar, os pássaros do céu e todo anima que rateja sobre a terra!(Gn1,28)". Volto a dizer que Deus nos criou para sermos senhores e profusores da vida:"...sede fecundos e prolíficos, enchei a Terra e dominai-a".(Gn 1,28)
Somos imagem e semelhança do invísivel, senhores em nome do Senhor, não somos meros seres, uma complementação e, sim, a realização do coração de Deus.
O Deus criador fez-nos no desígnio de sua bondade, extraiu-nos do Seu coração amoroso.Deus amou-nos para nos criar e criou-nos para nos amar, por isso, esta é a razão pela qual o Onipotente nos quer próximos D´Ele e nos chama a conversão, à perseverança: "Não te afastes, nem para a esquerda e nem para a direita..." (Dt 28,14).
Um amor que é transcedente, que irrompe nossas míseras atitudes humanas e leva-nos aos umbrais do coração de nosso Deus. Todavia, não podemos ter o Criador de nossas vidas como uma opção a ser seguida, opção favorável e, sim, tê-lo como única condição de vida.
O Sagrado Coração de nosso Deus, transpassado por nossas injúrias, chama por nós a todo instante: "Atenção! Vinde depressa procurar-me, ouvi-me e terei nova vida, farei convosco uma aliança definitiva...(Is.55,3), porque fora do Senhor não há vida. No campo da criação tornamo-nos a essência de Deus e no campo do Criador, Deus é a nossa essência, ou seja, Deus não consegue viver sem nós (não que Ele não possa, simplesmente não quer) e nós não vivemos sem Deus.
Nunca é tarde para recomeçar! É doído, mas vale a pena.
Somos o que podemos ser...

Alguém questionou-me alguns dias atrás sobre se tudo o que escrevo em meu blog sobre amor, respeito, se é o que vivo? Coloco-me, portanto, disponível a tentar responder, embora não deva satisfação, o questionamento dirigido a mim.Todos nós trazemos o ensejo por vida, ser feliz é uma constante, um objetivo a ser conquistado, todavia, somos tomados por assalto pela dor, pelo medo, por sentimentos antagônicos ao que realmente buscamos.Ora, buscamos a cada segundo de nossas vidas sermos plenos, seja no profissional, afetivo, familiar, sempre estamos buscando, somos caminhantes. O fato de querermos ser bons não nos torna bons, é preciso para isso sermos lapidados e esse processo gera dor, constante morrer para nós mesmos. Logo, tenho a certeza que o simples fato de desejar é pouco, embora oportuno, seria o primeiro degrau, logo temos a consciência de que é preciso mais. Quanto ao amor, estou persuadido de que amor é opção, é escolha, e toda escolha requer uma renúncia, e temer a dor da renúncia é para os fracos e os fracos só servem para sofrer, continuando, creio no amor. Não creio neste amor cebo, que incomoda, priva o outro de ser, um amor de contos de fadas; onde o plebeu encontra a princesa e o sapo vira príncipe. Esse amor desprezo, é nogento e me causa náuseas.O amor que acredito, que busco na construção da minha história é real, tem tormentos e glórias, liberta, transforma, deixa a pessoa amada livre para ser pessoa, não perde tempo com o que há de belo no outro mas, busca nas impotencialidade do outro a recíproca libertação. Um amor que nasce da verdade e não do interesse expúrio de vida, esse amor peão que só sabe laçar e não tem capacidade de conquistar. Enfim, não temo responder a essa pessoa que o amor que escrevo é real, pois é constante objetivo da minha vida, e creio que com todos os meus erros, estou tornando real meus acertos, que só existe um amor que pode me realizar e, com certeza, não é o que ela pensa e entende.


CORNO CRUEL
Deitada no seu leito de morte, a mulher segura a mão do marido e chora:
- Querido, deixe-me falar. Tenho que te confessar algo... por dois anos eu te traí
com Daniel, teu melhor amigo...
- Tudo bem, não se preocupe por isso... - responde o marido, imutável.
- Como, tudo bem!? Se você não me perdoar, não vou morrer
em paz...
O marido então coloca afetuosamente a mão de sua esposa entre as suas e,
olhando carinhosamente para ela, diz:
- Não se preocupe por isso. Eu já sabia. Por que você acha que eu te envenenei?